domingo, 29 de junho de 2014

O TRATAMENTO QUE UM JOGADOR DE FUTEBOL TEM E O POLICIAL NÃO TEM

Quem está acompanhando a Copa do Mundo que está sendo realizada no Brasil deve, com certeza, ter lido, ouvido ou assistido um fato inusitado ocorrido numa das partidas de futebol entre a Itália e o Uruguai. Estou me referindo à mordida eu o jogador da Seleção Uruguaia de nome Luis Suárez desferiu contra um jogador Italiano.
Como constatado, também, todas as mídias divulgaram amplamente o fato justamente para enfatizar que tal atitude não condiz com as regras do futebol e nem mesmo com as regras de convivência da sociedade, e que merecia uma punição da FIFA, entidade que promove a Copa do Mundo.
Intrigante, porém, é que parte significante da mídia, inclusive a esportiva, jogadores de futebol e até o presidente do país do atleta que anunciou ser ele um herói nacional e vítima do capitalismo, quando anunciada a punição (de nove jogos oficiais de futebol e quatro meses de banimento do futebol) saíram em defesa ao tal jogador de futebol pregando que a punição é exagerada, etc, etc. Disseram inclusive que o “coitado” do jogador poderia ter “prejuízo em sua carreira”, como se o mesmo não possuisse condições de sobreviver, esquecendo-se dos milhões, não de dólares mas de euros, que o mesmo já faturou lá na Europa. Uma séria agravante é que o mesmo jogador é contumaz nas “mordeduras” durante jogos de futebol e de atitude racistas que já lhe renderam punições.
Há também aquela legião de “especialista” que justificam a atitude dele devido sua infância “dura” com muita pobreza, etc. Outros tentam justificar que foi: Impulso; acesso de raiva, resposta a muita pressão, dentre outras razões que devem ser levadas em consideração.
Pois bem o que tudo isso tem com os temas desse blog se aqui é tratado temas de segurança pública?
Tem muito haver com a segurança pública sim. Tentarei explicar.
A mesma lógica que tenta explicar a atitude do jogador nunca é levada em conta quando os policiais cometem atos contrários as regras legais ou regulamentares da instituição policial.
Não vejo, nestas situações, a mídia, os especialistas, as autoridades e parte da sociedade levarem em consideração que o policial, este sim, pode agir por impulso, acesso de raiva ou ainda tem certas atitudes em resposta a muita pressão, pois também é um ser humano.  Ao contrário há sempre, aí sim, uma exagerada execração do policial, exigindo punição severa que geralmente é traduzida na sua “prisão” (passando de mocinho a bandido” em frações de segundo), ou então exigem sua “expulsão” sumária desejando não lhes permitir nem mesmo o que o maior dos bandidos possui, que é o direito da ampla defesa e do contraditório.
É evidente que não se pode admitir eu policiais transgridam as leis e/ou regulamentos, no entanto, o que gostaria de deixar claro é que o tal Luis Suárez obteve toda a solidariedade e afagos como acima mencionado, enquanto a polícia e os policiais não possuem o mesmo tratamento, nem de perto. Ao contrário as polícias e os policiais são frequentemente ridicularizados e maltratados, não recebendo o reconhecimento devido, aquilo que até um jogador de futebol indisciplinado que não é exemplo para ninguém recebe.
O que se deseja é, no mínimo, o mesmo tratamento e reconhecimento, somente assim os policiais podem ter maior tranquilidade para trabalhar.
Um forte abraço a todos.


MARLON JORGE TEZA

2 comentários:

  1. CONCORDO PLENAMENTE.

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  2. Excelente o artigo, realmente o policial não recebe nenhuma palavra de conforto ou apoio moral, por tal atitude, mas com certeza não deixa de ser punido, pela sociedade e principalmente por nossos comandantes, que só pensa em suas promoções e não enxerga nem se quer que muitas vezes o tal policial que infringiu uma Lei, possui comportamento excepcional em sua ficha e vai logo aplicando uma punição grave ou mesmo instaurando um Conselho de Disciplina, para expulsá-lo. Ten Lucenildo - PMPI.

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