domingo, 22 de janeiro de 2012

AÇÕES DA POLÍCIA MILITAR PAULISTA NA "CRACOLÂNDIA"

Meditei bastante sobre a presente postagem, ou seja, se devia ou não manifestar-me, contudo decidi escrever algo após ter acesso a um texto elaborado por Reinaldo Azevedo um dos bloguistas da  revista veja.
A presente postagem é referente a ação da Polícia Militar de São Paulo na conhecida “cracolândia” localizada no centro da Capital do mesmo Estado, ação essas que também conta com o apoio de outros seguimentos governamentais, principalmente aqueles ligados a área social, tanto estaduais como municipais.
Por anos e anos os paulistas e demais brasileiros acompanharam pela mídia o problema daquela localidade que reclamava, há muito, uma ação forte e enérgica do Estado visando o restabelecimento da ordem pública. Diante disso a Polícia Militar adotou ações típicas de Polícia Ostensiva objetivando que após a sua ação as demais ações estatais sejam levadas a efeito, as quais não seriam possível sem essa ação policial ostensiva inicial. É necessário mencionar que as ações, pelo que se observa e se tem notícia através da própria mídia, foram e estão sendo realizadas dentro da legalidade e respeitando a dignidade das pessoas.
O que vimos foi a aprovação da mídia em geral e, principalmente, da sociedade que aplaudiu a atitude da Polícia Militar. O próprio Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo manifestou-se dizendo que as ações naquele local serão ininterruptas, porém que o problema não é  fácil de se resolvido por completo por ser de grande complexidade e ter perdurado por anos e anos.
Tudo estava seguindo, ao que parece, muito bem até que inusitadamente “setores” de direitos humanos do Ministério Público Paulista iniciou uma série de questionamentos das ações de Polícia Ostensiva da Polícia Militar que estão sendo realizadas no sentido de restabelecer a ordem pública na conhecida “cracolândia”, diga-se de passagem, dentro de sua missão Constitucional, pois lhe cabe, segundo o seu texto: a Polícia Ostensiva e a Preservação da Ordem Pública.
Realmente não dá para entender, se a Polícia Militar cumpre sua missão querem que ela não cumpra ou que só venha cumpri-la se antes for “autorizada” para tal. A Polícia Militar deve realizar sua missão constitucional e legal independente de ordem ou qualquer interferência a não ser que estas ações não se mantiverem dentro da legalidade. Ainda bem que setores fortes da mídia e da sociedade já se manifestaram dando apoio total a ação policial da Polícia Militar, mostrando coerência e muita prudência ao tratar do assunto.
Mas como mencionei no inicio desta postagem, vou repassar abaixo a manifestação do bloguista da revista veja Reinaldo Azevedo sob o título: Ao contrário do que anteviu o Estadão, quem recuou foi o MP, não a PM. Ou: Numa democracia, lei e ordem são princípios libertadores. Esta manifestação desvenda muita coisa sobre o assunto e com certeza faz com que todos entendam melhor o que está acontecendo.
Solicito que todos leiam com a atenção o que diz o jornalista e que deixem a Polícia Militar realizar sua missão, que questionem, aí sim, quando esta instituição estiver inerte ou agendo ilegalmente.
Até a próxima
MARLON JORGE TEZA

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14/01/2012
Faça um teste, leitor. Peça a seu amigo e vizinho que proceda da mesma forma. Fora os militantes petistas, que querem usar até os pobres desgraçados do crack na sua luta político-eleitoral, tente encontrar alguém que seja contra a RETOMADA - e não a “ocupação” - da região conhecida como cracolândia. Não existe! As pessoas razoáveis, a esmagadora maioria, são favoráveis ao triunfo da lei e da ordem, que não são reacionárias. Ao contrário: NUMA DEMOCRACIA, LEI E ORDEM SÃO PRINCÍPIOS LIBERTADORES.
Sem eles, a sociedade degringola; temos a luta de todos contra todos, e, acreditem, triunfará sempre o pior. E, claro!, como vimos, membros da Defensoria Pública e do Ministério Público decidiram, infelizmente, se alinhar com a desordem e com a ilegalidade sob o pretexto de proteger os direitos humanos. Saibam, leitores: sempre que alguém decidir que existe uma contradição entre uma área e outra, vocês estão diante de mistificadores, de gente que está disposta a transgredir a lei para, supostamente, fazer justiça. E acabará provocando ainda mais injustiça, mais sofrimento, mais dissabores.
O comando da Polícia Militar se reuniu nesta sexta com representantes do Ministério Público Estadual na sede do órgão. O encontro durou cinco horas. Ao contrário do que previu reportagem do Estadão, não houve recuo nenhum do governo e da Polícia Militar. Se houve mudança de posição, foi do Ministério Público, que, certamente informado do que pensa a maioria dos paulistas e dos paulistanos, resolveu recobrar a razão.
“Não estamos mudando de estratégia. O nosso objetivo é quebrar a logística do tráfico. Até agora, 70 pessoas foram presas por tráfico de drogas, e 37 mandados de prisão, cumpridos. A partir do próximo mês, vamos instalar naquela região três bases de policiamento comunitário para que se mantenha a segurança pública no local”, disse o coronel Álvaro Camilo, comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
É o certo. Prestem agora atenção a esta fala:
“Hoje tivemos dados oficiais que mostraram a verdadeira dimensão da operação. Foi decidido que a PM continuará na Cracolândia. Nunca quisemos que de lá saíssem. A justificativa é de que havia necessidade de atuação por conta dos traficantes.” A fala é de Eduardo Valério, um dos quatro promotores que assinaram a abertura de inquérito civil público para apurar eventuais transgressões legais na apuração. Nota: quem DECIDIU que a PM fica foi o governador Geraldo Alckmin, não o Ministério Público, que não tem poder para isso. Valério disse mais: “Os esclarecimentos mostraram que não foi uma operação do nada. Havia um propósito. A área da saúde nos apresentou dados interessantes”.
É mesmo, é?
Valério e seus três companheiros decidiram abrir o inquérito faz dois dias. Redigiram um libelo acusatório contra a Prefeitura, o governo do Estado e a Polícia Militar. Mais do que isso: concederam uma entrevista coletiva em que, ora vejam!, evidenciava-se a desnecessidade de qualquer investigação. Afinal de contas, assumindo a condição de juízes, já tinham a sentença condenatória.
Os quatro promotores, Valério inclusive, não dispunham dessas informações? Tenham paciência! Ele afirma: “A justificativa [do governo e da polícia] é de que havia necessidade de atuação por conta dos traficantes”. Não me diga! Ele não havia conseguido intuir isso antes?
Valério faz outra afirmação que dá o que pensar: “Ficou acertado que o Ministério Público será informado de cada passo, para evitar o que aconteceu nesta semana, quando não sabíamos de nada por não termos sido informados sobre o que estava acontecendo”. Entendi errado, ou parece que há aí a expressão, ainda que na fase de recuperação, da vaidade ferida? Pergunta óbvia: o Ministério Público foi eleito pelo povo para governar São Paulo? Tudo aquilo de que não é previamente avisado será, então, em princípio, ruim e objeto de inquérito civil? O MP do Estado deu um golpe nas constituições estadual e federal, e só agora somos avisados?
Bem-vindo ao bom senso, promotor Valério! Não serei eu a rejeitá-lo no grupo, claro!, mas sempre digo tudo, ainda que alguns tantos se aborreçam. O senhor tenta me enganar que as informações que conseguiu agora lhe foram antes sonegadas??? Dou-me o direito de não acreditar nisso! Parece-me que Ministério Público, Defensoria Pública, a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos e setores da imprensa decidiram encostar o governo do estado e a polícia contra a parede. PERDERAM! PERDERAM PORQUE A POPULAÇÃO DE SÃO PAULO NÃO QUER SER SITIADA PELO CRIME!
Há pelo menos 15 anos a polícia deste estado apanha sistematicamente das mesmas forças organizadas. No período, o número de homicídios no Estado por 100 mil habitantes caiu quase 80%. QUEM SUSTENTOU A AÇÃO DA POLÍCIA NESSE TEMPO FOI O HOMEM COMUM, O CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS, NÃO ESSES ENTES QUE, REGIAMENTE PAGOS PELOS PAULISTAS, ATUAM ABERTAMENTE CONTRA SEUS INTERESSES, FLERTANDO CONSTANTEMENTE COM O CRIME SOB O PRETEXTO DE DEFENDER OS DIREITOS HUMANOS. POUCAS COISAS SÃO TÃO HUMANAS QUANTO METER UM TRAFICANTE NA CADEIA, GRANDE OU PEQUENO!
Saibam os homens de bem - sim, eles existem! Quem recuou foi o Ministério Público, não a Polícia Militar ou o governo do Estado.
E ainda temos, sim!, um defensor como Carlos Weis. Ele agora passou a defender que se peça um habeas corpus coletivo preventivo para que a Polícia Militar, calculem!, seja impedida de prender pessoas na Cracolândia. Até as forças que fazem oposição ao governo Alckmin em São Paulo acharam que ele está exagerando.
A população de São Paulo está tendo uma aula e tanto; está aprendendo o que promotores e defensores fazem de seu estupendo salário, pagos justamente por aqueles que ficam sitiados em suas casas, cercados por viciados e traficantes. Eu ainda não entendi por que alguns que se dizem “defensores dos direitos humanos” odeiam tanto o cidadão comum, o indivíduo que trabalha, que estuda, que se esforça para ter uma vida digna e espera do estado que lhe seja garantido ao menos o direito de ir e vir.
Aliás, a defesa desse direito é o mínimo que um leitor pode esperar também da imprensa, não é, Estadão?
Texto publicado originalmente às 21h20 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

AFINAL QUAL FOI O PÚBLICO REGISTRADO NO RÉVEILLON 2012

     Inicialmente gostaria de desejar a todos os leitores do meu blog um feliz e próspero ano de 2012.
     Para começar o ano vou fazer uma pequena análise sobre a tal “VIRADA” (2011 – 2012), ou seja, a noite de 31 de dezembro e madrugada de 1° de janeiro, mais precisamente sobre a quantidade de pessoas que participaram dessas festas públicas nas principais cidades e destinos turísticos do Brasil. O tema que agora será tratado está intimamente ligado a segurança pública (ordem pública) urbana, bem por isso achei interessante realizar alguns comentários.
     Fortaleza, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Balneário Camboriú aliadas a outras cidades pelo Brasil afora, divulgaram número de pessoas participantes das respectivas festas de réveillon e por certo se tudo somado ultrapassariam e muito o total da população brasileira.
     A intenção desta postagem é colocar em dúvida os números divulgados por cada cidade, pois, o fizeram e fazem sem observar critérios mínimos de cálculo, levando em conta os espaços públicos e sua correspondência com o número de pessoas presentes.
     O “chute” acaba quase sempre imperando e não deve ser assim.
     Alguns disseram que em tal local existiam um milhão de pessoas, outro dois milhões, outras quinhentas mil e por aí vai. Será verdade? Afinal quem divulgou os números. Tinha conhecimento real sobre como fazê-lo. Com que interesse divulgam números fora da realidade e acima da real capacidade do espaço. Por certo esses “divulgadores” leigos, geralmente ligados a administração das cidades ou dos eventos (se privados) tem o interesse de divulgar a grandeza do evento no intuito de dizer que: “o meu réveillon foi melhor que o teu” para, no futuro, em outros eventos angariar maior público e, em especial, atenção da mídia.
     Mas o que isso tudo tem com a segurança pública (ordem pública)? Na verdade está intimamente ligada a ela pois, a programação que os órgãos e instituições de segurança pública realizam (pelo menos deveria) no planejamento leva em conta principalmente o número de participantes no evento(previsões e números de eventos similares anteriores) e aí poderão advirem sérios problemas quanto o dimensionamento do evento.
      Será que os “divulgadores” dos números tem ideia do que é um milhão de pessoas ou quinhentas mil pessoas? Penso que a maioria não tem a mínima noção disso, pelo menos é o que demonstram.
      Citarei como exemplo a bela cidade/praia de Balneário Camboriú-SC, cidade onde resido, por isso será a referência.
       Várias notícias, conforme “links” abaixo, dão conta de que o público foi estimado  em seiscentas mil pessoas, outras de oitocentas mil pessoas, algumas chegando a um milhão de pessoas participantes no réveillon  de Balneário Camboriú-SC. Realmente muita gente participou do evento, no entanto, com certeza o número não chegou nem de perto ao anunciado e tentarei demonstrar isso.

      Observando o google Earth, latitude:  26°59'13.47"S – longitude: 48°37'56.16"O – notamos alguns dados interessantes e necessário para calcularmos em números aproximados, mas reais, a quantidade de público possível durante o evento réveillon na praia central de Balneário Camboriú-SC, como a seguir:
      - O total em comprimento a praia referida é de 5.500 metros, possuindo em média 22 metros de areia aproveitável mais cerca de 08 metros de via (rua) se esta estiver interditada ao trânsito de veículos, totalizando assim cerca de 30 metros.
    - As fotos (conforme link: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jspx?uf=2&local=18&action=galeriaPlayer&groupid=422&galeriaid=30052&section=Fotos )  demostram que somente defronte ao palco na praça central da praia estava com bastante público e conforme se distanciava da mesma o público tornava-se bastante escasso o que é compreensível pois alí havia show ao vivo com bandas.
      - Em um metro quadrado cabem em locais bem aglomerados e geralmente em ambientes fechados 04 a 05 (no máximo) pessoas em média. Já em ambientes abertos com muita aglomeração (como é o caso em estudo) cabem em média de 03 a 04 pessoas.  Por outro lado, quanto mais disperso o público o espaço médio para as pessoas vai aumentando e, consequentemente, o espaço para cada pessoa, reduzindo assim a densidade por metro quadrado (em caso de dúvida o leitor poderá realizar um teste e constatar o que aqui se está afirmando).
     - Então vamos aos cálculos:
     - Palco central: 80 metros à direita mais 80 metros à esquerda, totalizando 160 metros de comprimento, multiplicados por 35 metros de largura (considerando o uso 05 metros de parte do mar), igual a 5.600 quadrados. Se considerarmos 04 pessoas por metro quadrado totalizamos 22.400 pessoas.
     - Imediações ao palco central: Mais 80 metros à direita e 80 metros a esquerda, totalizando mais 160 metros de comprimento, multiplicados por 30 metros de largura, igual a 4.800 quadrados. Se considerarmos que este ambiente já possui menos pessoas, ou seja, em média 03 pessoas por metro quadrado, totalizamos mais 14.400 pessoas.
      - Restaram 5.240 metros de extensão de praia com 22 metros de largura já que a via estava liberada ao trânsito de veículos. Teremos como consequência 111.760 metros quadrados. Então devido a circulação tranquila e espaçosa das pessoas consideraremos 01 pessoas a cada 03 metros quadrados, atingimos um total de mais 37.253 pessoas.
     - Cálculo final de pessoas possíveis no réveillon da praia de Balneário Camboriú-SC. 22.400 + 14.400 + 37.253 = 74.053 pessoas (podendo variar algumas centenas  para mais ou para menos).
     Vejam que os números apresentados após a realização de um cálculo racional diferem e muito daqueles apresentados e divulgados pela mídia em geral. É necessário, porém, salientar que os números finais (cerca de setenta e cinco mil pessoas somente na orla da praia) é expressivo pois representa quase toda a população fixa do município de Balneário Camboriú-SC (IBG-106.220 habitantes).
      Não posso afirmar que no Brasil todos os casos tenham a mesma disparidade, no entanto na maioria dos casos há sim exagero na divulgação do número de pessoas participantes dos eventos em tela.
      O caso em estudo demonstra que no afã de divulgar as cidades os gestores e a própria população acaba por superestimar os números sem realizar racionalmente os cálculos necessários, até porque, não haveria infraestrutura que funcionasse nem mesmo precariamente com tanta gente junta nos centros urbanos, mesmo que por algumas horas.
     A pretensão desta postagem é chamar atenção de todos para a observância quando da divulgação de números em certas ocasiões, pois estes se não divulgados corretamente poderão trazer uma séria de consequências inclusive para a segurança pública (ordem pública).
     Se houverem contestações referentes aos números apresentados, como sempre, estamos à disposição para correção dos cálculos sem constrangimento.
      Minha pretensão é somente chamar a atenção dos leitores para que prestem atenção a respeito e não serem iludidos com números totalmente fora da realidade.
      Um abraço a todos, renovando votos de um feliz 2012.

MARLON JORGE TEZA

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO NÃO É A "GENI"

Eu havia mencionado em minha última postagem que seria a derradeira do ano, porém, não me contive pois houve um fato que gostaria de repercutir em meu blog para que os leitores refletissem e, após, tirassem suas conclusões sobre todos os fatos.
         O fato que me refiro é a divulgada prisão do Comandante do 7° Batalhão de Polícia Militar do Rio de janeiro ocorrida no início desta semana.
A respeito gostaria inicialmente de mencionar que há muitos pontos de questionamentos, ou seja:  Primeiramente o crime teria em tese sido praticado em razão da função pelo militar em questão e, então, previsto no Art 9° do CPM – Código Penal Militar e portanto crime militar. Se militar o crime não pode ser apurado pela polícia civil em virtude de disposição Constitucional do Art. 144 § °, conforme abaixo:
Constituição Federal:
Art. 144. [...]
§ 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. (grifei)
[...]
Código Penal Militar Dec-Lei Federal 1001/69:
Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
        I - os crimes de que trata êste Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial;
        II - os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados:
[,,,]
        c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; (grifei)
[...]
Na mesma linha Jorge Silva em seu blog (http://www.jorgedasilva.blog.br/?p=2505 ) também escreve sobre isso da seguinte forma:
Qualquer policial recruta, civil ou militar, sabe que, na barganha com bandidos, os policiais corruptos quase sempre alegam, com o objetivo de aumentar o butim, que precisam levar a parte dos de cima. Na maioria dos casos, não é verdade, como já se comprovou em outras ocasiões. O tenente-coronel Djalma Beltrami foi acusado e preso porque, numa escuta telefônica, um dos policiais envolvidos pede aumento da propina para si, os colegas de equipe e para o “Zero 1”, insistindo, ante a incredulidade do bandido, que era intermediário daquele.
O delegado encarregado da apuração afirma à imprensa que a escuta é suficiente para incriminar o tenente-coronel; que ele não tem dúvida do seu envolvimento, porém não apresenta nada mais do que a referida escuta. Bem, não vou entrar no mérito, mas se o delegado não possui outros elementos, além dos que foram repassados à mídia (…); se baseou a sua convicção apenas na gravação, estamos diante, no mínimo, de uma precipitação, dele e de quem ordenou a prisão, o que, na hipótese, seria uma temeridade.
Independentemente de se discutir a culpa ou não do coronel Beltrami, no entanto, convido os leitores do blog a discutirem outros aspectos da questão:
1 – Por que, por mera suspeita, prender o coronel? Para quê?
2 – Por que prendê-lo na chegada ao batalhão que comandava, e não ao sair de casa, antes de ir para o quartel?
3 – Como foi que a mídia adivinhou que ele seria preso ao chegar ao quartel?
4 – A quem interessa a execração pública, por mera suspeita, de um comandante de batalhão da PM e da instituição Polícia Militar?
Muito estranho…
 21 de dezembro de 2011 às 1:15

O que está errado tem que  ser apurado  extirpando os culpados da Instituição, contudo no caso em tela existem uma série de indagações que devem ser respondidas de maneira adequada antes que juízo de valor possivelmente equivocado seja proferido.
A sociedade deve ser esclarecida e informada na totalidade sem exibicionismos ou outras paixões nocivas a uma apuração série e isenta.
A Polícia Militar não é a” GENI” (com todo o respeito a quem possui o nome de Geni) cantada em verso na música de Chico Buarque. Antes de atirar pedra e outras “coisas” nesta instituição (PMERJ) bicentenária todos devemos conhecer e analisar os fatos em todas as suas variantes e extensão.
Mesmo com tudo isso o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro de maneira célere corrigiu, mesmo que liminarmente, as precipitações conforme decisão do Desembargador daquela Corte Dr. Paulo Rangel conforme abaixo:






         Nossas homenagens a Justiça pois corrigiu uma injustiça.

         Finalmente, gostaria de mencionar que publicarei em meu blog tudo o que ficar comprovado a respeito. A intenção não é defender antecipadamente quem quer que seja, e sim defender a legalidade e evitar execração pública de uma instituição e de um Comandante sem que existam provas concretas referentes ao fato.

          Fé na justiça.

MARLON JORGE TEZA

domingo, 18 de dezembro de 2011

SERÁ QUE SÓ A POLÍCIA É CULPADA ?

Provavelmente está será a ultima postagem do ano em meu blog, bem por isso achei importante abordar um tema importante relacionado aos homicídios registrados em todo o território brasileiro. Peço também que com o “espírito desarmado” os leitores realizem suas análises e tirem suas conclusões. A postagem abaixo não se trata de mera defesa da POLÍCIA e sim uma proposta para novas posturas de todos nós como sociedade.
Conforme o “EX-BLOG DO CESAR MAIA” divulgou não último dia 16 de dezembro de 2011 “No Brasil todo o número de homicídios em 2000, foram 45.360, já em 2010 foram 49.932, um crescimento de 10,1% menor que a taxa de crescimento da população no período de uns 30%.” Dados contidos no Mapa da Violência - 2 0 1 2 - Os Novos Padrões da Violência Homicida no Brasil do Instituto Sangari.  
É verdade que não estão sob análise outros tipos de crimes, até porque as estatística disponíveis são escassas e não muito confiáveis, porém, as estatísticas de homicídios registrados, conforme acima mencionado, dá bem uma ideia a quantas anda a criminalidade brasileira.
Como visto, se levado em conta o crescimento dos homicídios registrados na última década em relação ao aumento da população houve uma considerável desaceleração de tais registros, ou seja, nesse importante quesito mundialmente reconhecido e adotado para medir a criminalidade, as “coisas não vão tão mal assim” demonstrando estar ainda sob controle.
Por outro lado, estatísticas dos órgãos oficiais ligados ao sistema prisional brasileiro (diariamente divulgados pela mídia) demonstram um crescimento vertiginoso de pessoas presas pela polícia. A maioria dessas prisões são efetuadas em “flagrante delito”, ou seja, no ato (ou logo após conforme definido em lei) do cometimento de delito pela polícia. Segundo ainda notícias diárias veiculadas também pela mídia as prisões se encontram “abarrotadas” e, muitas vezes, sem condições mínimas de segurança e tratamento humano traduzindo em rebeliões e outros eventos violentos importantes. Também é importante destacar que atualmente há cerca de 300.000 mandados de prisão a serem cumpridos em todo o Brasil.
O que se deduz, então, é que a polícia está cumprindo o seu papel quanto ao crime ou denominado “combate ao crime”. Em que pese todos os problemas existentes em alguns Estados da Federação onde estas (polícias) não recebem o tratamento adequado dos governantes e demais gestores públicos, mesmo assim a polícia está trabalhando e muito no sentido de dar conta de suas tarefas no cotidiano.
Constantemente vemos a mídia e segmentos da sociedade (provocado pela primeira) reclamar somente da polícia.
É evidente que a polícia tem suas mazelas e seus problemas, no entanto, mesmo assim, “está dando conta do recado”. É necessário então que as cobranças recaiam não só nas polícias e sim, também, sobre os Governantes e demais Gestores Públicos e na própria sociedade, respeitando assim, inclusive, uma previsão Constitucional contida no caput do seu Artigo 144 que trata da segurança pública: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos,[...]  (grifei).
Como disse no início desta postagem, é necessária uma análise mais profunda antes de “cobrar” só da POLÍCIA. Ela está procurando fazer a sua parte mesmo que “aos trancos e barrancos” (conforme ditado popular), os resultados estatísticos já referenciados assim demonstram.
Por hoje é só. Saúde e paz a todos os leitores.
MARLON JORGE TEZA

domingo, 4 de dezembro de 2011

A ARQUITETURA URBANA COMO FERRAMENTA PARA MELHORAR A SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública (ou ordem pública) tem sido um dos temas contidos, invariavelmente, no dia a dia dos brasileiros de todas as classes. Bem por isso resolvi, hoje, escrever sobre algo muito importante de ser abordado, principalmente com o intuito de colaborar para que, de certa forma, as pessoas e gestores públicos possam refletir e, quem sabe, adotar algumas medidas vislumbrando aumentar a segurança pública.
A abordagem que me referi é sobre a arquitetura urbana que pode colaborar enormemente para evitar a quebra da ordem, em especial quanto a ocorrência de crimes, aumentando assim de forma substancial a segurança das pessoas.
Na verdade esta questão já vem sendo tratada há muito tempo em vários países e tem contribuído enormemente nestes para a redução da desordem e da criminalidade.
Nesse sentido algumas mudanças, muitas vezes até bastante simples, na arquitetura das residências, estabelecimentos comerciais, espaços públicos, dentre outros, como já mencionado, contribuem para diminuir significativamente a oportunidade do delinquente praticar um ato tipificado como crime, simplesmente pela adoção de algumas medidas de fácil implementação.
Dentre outros um grande especialista no assunto, que possui obras já reconhecidas pela comunidade de segurança pública e até de arquitetos e engenheiros é o Coronel PMPR Roberson Luiz Bondaruk (atual Comandante-Geral da Polícia Militar do Paraná), o qual realizou uma profunda análise, inclusive com pesquisa junto a criminosos presos, justamente no sentido de mencionar o que fazer nas arquiteturas das construções (casas, edifícios, estabelecimentos de toda a ordem, etc.) objetivando diminuir, ou até impedir, que um crime de concretize.
Interessante mencionar ainda que na pesquisa acima referenciada “71% dos criminosos entrevistados afirmaram preferir assaltar casas cercadas por muros, pois segundo eles podem se aproximar sem serem vistos e depois que estão dentro da residência podem agir com mais tranquilidade pois vizinhos e passantes não podem ver o que acontece”. E mais o poder público, segundo o Oficial, também pode colaborar, e muito, para que seja aumentada a segurança das cidades sem a necessidade dos prefeitos desavisados, insistirem em criarem guardas municipais (tema já tratado neste blog) para agir como polícia contrariamente a Constituição Federal e legislação em vigor sem muito resultado.   Essa colaboração seria:       ”Inserindo usos nos locais públicos como quiosques e bancas para o comércio, atividades para a comunidade como esportes para jovens, lazer para idosos entre outros. Praças que são apenas campos gramados são monótonas e acabam sendo pouco frequentadas pelo cidadão, o que facilita que ela acabe sendo mal utilizada ou depredada”. E finalmente no mesmo sentido diz ele: ”Espaço urbano mais bem utilizado pela comunidade é espaço urbano mais seguro. Há apenas alguns detalhes do paisagismo que são importantes serem lembrados. São eles: *Que árvores e construções estejam em harmonia com a iluminação, para não gerar sombras e locais de emboscada; *Que tenha boa manutenção para que o seu crescimento excessivo não gere locais de esconderijo ou dê imagem de decadência urbana;*Que as árvores tenham seus galhos mais baixos a uma altura mínima de 2 metros e os arbustos estejam aparados com no máximo 1 metro de altura para melhorar a visibilidade local, entre outros”.
Vejam então como podem ser importantes simples medidas, tanto do cidadão como do poder público,  para melhorar a segurança pública como um todo.
Ao invés disso vemos os “rosários” de reclamação de todos (até mesmo de setores policiais) que tudo está perdido e pouco pode ser feito. Não é verdade, muito pode ser realizado com ou sem a ajuda da polícia, basta ter a informação correta e, principalmente, estar imbuído do espírito de viver e sociedade participando das soluções visando a construção de uma melhor e progressiva qualidade de vida com mais e melhor segurança.
As instituições policiais, em qualquer país do mundo (inclusive do dito primeiro mundo), sem a ajuda dos cidadãos (da sociedade) não consegue, e jamais conseguira, sozinha resolver todos os problemas de segurança pública (ordem pública). A colaboração da sociedade que deve sempre envolver-se nestas questões é importante e indispensável.
Essa é uma grande e importante bandeira a ser levantada. A arquitetura urbana, se tratada adequadamente, levando em conta a observância de pontos importantes no quesito segurança pública, adequando-a a necessária prevenção ao crime (tanto pelo cidadão quanto do poder público), por certo levará ao registro de menos crimes e mais segurança. Isso é que importa.
Essa é a mensagem de hoje.
Um fraternal abraço a todos

MARLON JORGE TEZA

domingo, 20 de novembro de 2011

TRÁFICO DE DROGAS E HIPOCRISIA

Temos acompanhado através da mídia, ou mesmo pessoalmente nas conversas em “rodas” de amigos, a violência e a criminalidade que é impulsionada pelo tráfico de drogas. Gira em torno desse tráfico de drogas uma série de outros ilícitos, destacando-se os penais (contravenções penais e crimes).
O tráfico de drogas ao se instalar nas comunidades, a exemplo do recente episódio na conhecida “favela da Rocinha”, vai muito  mais além, pois acaba por substituir até o estado (União, Estados e Municípios), fazendo que esse (as vezes confortavelmente) tenha uma atitude passiva dando a impressão à população de que tudo está “bem” já que ela, a sociedade, acaba por colaborar com isso, até porque não tem para onde “correr”.
Diante disso, a proposta dessa postagem é uma só, qual seja, a de esclarecer e chamar a tenção do leitor para o fato de que só há o criminoso tráfico de drogas, com todas as suas mazelas, em decorrência da existência do viciado comprador (ou usuário de drogas como alguns preferem). Ele ao dirigir-se aos locais de venda ilícita de drogas, (locais muitas vezes insalubres, etc) e adquirir o “produto” para sustentar seu vício, acaba por ser o motor, a mola propulsora de toda uma cadeia ilegal que acaba desgraçando a sociedade, incluindo ele mesmo.
Devemos ter em mente que o traficante passeia nessas comunidades ilegalmente armados, impondo o medo e as suas regras, justamente pelo fato de ter dinheiro, muito dinheiro, gerado pela venda de drogas ao já referido viciado impulsionando uma demanda que aumenta freneticamente a cada dia.
Afinal quem compra drogas e alimenta o tráfico ?
Para tentar responder a pergunta devemos fazer um retrato de quem é o viciado comprador. Na esmagadora das vezes este indivíduo é da chamada elite, pois possui dinheiro, emprego, família, posição na sociedade, dentre outros. Esse comprador de drogas muitas vezes é aquele que, hipocritamente, passa o dia criticando tudo e todos pelo crescimento da violência e da criminalidade, porém ele é o alimentador, como anteriormente mencionado, de toda essa violência e criminalidade que gira em torno do tráfico de drogas. Pior de tudo é que hipócritas compradores de droga, os quais se ocultam nas madrugadas das vielas das comunidades (bocas do tráfico), ou atrás de um telefone realizando chamadas através do popular e ilegal “disque drogas”, aguardando a droga para consumi-la na sua confortável casa, devido sua profissão ou posição acabam criticando a polícia e demais órgãos de segurança pelo “crescimento” da violência da criminalidade.
Não é o propósito, mas se realizarmos uma análise mais profunda acabaremos por concluir que o grande comprador de drogas, que alimenta tudo isso, geralmente não é membro da comunidade onde a droga é vendida, são sim esses hipócritas críticos e reclamadores da criminalidade e da violência que acabam remetendo a culpa à polícia quando eles são os maiores culpados. Eles não possuem a noção (ou até quem sabe possuem)  de que uma “trouxinha” de cocaína compra um cartucho de fuzil e várias delas compram um fuzil, e por aí vai.
Esses hipócritas viciados da elite, que são a maioria e estão no seio da sociedade, são aqueles que além de criticar desejam que os profissionais de segurança, principalmente da polícia ostensiva de rua (Polícia Militar) tenham pouca instrução, tenham baixos salário, logística deficitária e outras deficiências mais, justamente porque desejam, se flagrados no seu ilícito vício, a possibilidade de “corromper” a polícia e sairem ilesos. Ainda bem que isso está mudando, num processo lento, mas está mudando. Os episódio recentes do Rio de Janeiro da comunidade da Rocinha e outros menos famosos pelo Brasil afora, tem demonstrado isso.
A mensagem que fica é: Hipócritas, vocês alimentam o crescimento da violência e da criminalidade e se cuidem pois a sociedade está alerta e mudando.
Chega de hipocrisia, chega de criticar só a polícia, por favor.
Muita paz a todos.
MARLON JORGE TEZA

Dicionário:
Hipocrisia - Manifestação de fingidas; fingimento, falsidade.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

EX-PM É "EX", NÃO É MAIS

Como todos os leitores deste blog sabem sou Policial Militar no posto de Coronel PM, hoje na reserva remunerada, mas pertencente aos quadros da reserva remunerada da Polícia Militar como define a Constituição Federal (art. 42 combinado com 142 § 2° e 3°), o estatuto dos Militares Estaduais e a Lei de Organização Básica da PM.
Diante disso, ao longo do tempo (mais de 35 anos) tenho lido, ouvido e assistido a mídia quase sempre dizer e enfatizar: “um dos envolvidos é EX-PM” pretendendo, muitas vezes, deixar subentendido uma severa crítica à própria instituição Policial Militar.
Ainda nesta semana houve, no Rio de Janeiro, a prisão de um procurado e perigoso traficante por parte de policiais militares, sendo constatado que três policiais (policiais civis mencionados somente como policiais) e mais dois “PMs”, sendo um “EX-PM” e outro PM reformado que estariam escoltando a fuga do bandido. Ora porque mencionar o tal “EX-PM” como PM, não estaria aí presente a mensagem subliminar de que a instituição é composta na maioria por maus policiais militares.  Isso tem que mudar.
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/expm-preso-por-ajudar-na-fuga-de-bandidos-atuava-no-trafico-havia-5-anos/n1597363961911.html
Ainda sobre o “título” de “EX-PM”, os leitores desta postagem devem levar em conta de que se é “EX” é porque não mais pertence a instituição militar estadual, e ainda, geralmente por ter sido “expulso” dela por conduta incompatível com a profissão.
O “EX–PM” deveria, então soar como um elogio institucional, pois a instituição policial militar providenciou para que ele se tornasse em um “EX”, como ocorre, aliás, a todas as instituições policiais do mundo, sejam elas de investidura militar ou não.
A mensagem que fica é de que quando ouvimos, assistimos ou lemos (aquilo que a mídia produz), mesmo que estejam ali contidas mensagens subliminares maldosas e depreciativas, mencionando os “EX-PMs”, devemos ter o cuidado e atenção necessária para não confundir estes “EX” dos Policiais Militares reais e em atividade que, muitas vezes sem as condições de trabalho ideais, diuturnamente labutam em prol da sociedade.
Se é “EX” é porque não é mais, já foi e por algum motivo foi institucionalmente “extirpado” da Polícia Militar.
Um fraterno abraço a todos, por hoje é só.
Só mais uma coisinha, antes de criticar esta postagem pense, reflita, pois isso serve para manter o nível do debate.
MARLON JORGE TEZA